"Eu sei"
Papas da lingua


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Sexta-feira, Julho 29, 2011

“Minha infelicidade com o presente é que tenho inveja do passado”

(Soren Kierkegaard)

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Quinta-feira, Janeiro 06, 2011



Eu vi a lua...juro que vi!

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Sábado, Dezembro 25, 2010

FELIZ NATAL meu sempre tudo.

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Quinta-feira, Novembro 18, 2010



Foi sua boca de um jeito louco
a responsável pela perdição do meu corpo.
Agora que estou com sentidos mapeados
rastreie os meus gozos,
sou território ao seu domínio.

Eliane Alcântara.

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Não foi preciso muito para que o imediatismo os declarasse apaixonados.
Não foi preciso mais que o escapismo para rendê-los ao matrimônio.
E não foi preciso mais que o tédio do 'até que a morte os separe'
para que ambos se assassinassem com a falta de amor.

Eliane Alcântara.

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Domingo, Outubro 31, 2010



Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho

Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio

Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo

Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo

Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo

E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento

Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas

Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.

Me chamo vida!

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Quinta-feira, Julho 29, 2010



Descubro a fome que desde sempre quis que me habitasse, que desde sempre esperei tomar meu corpo e o seu de dentro, uma fome que encontra saciedade e mais de si porque saciada, uma fome que se extingue e renasce porque pôde ser extinta. Gozo em mim a fome e gozo mais seu aplacar, porque a possibilidade de ser aplacada a define como a fome pela qual eu esperei por tanto tempo faminta daquilo que não se fazia, daquilo que de tão raso, era o suposto inalcançável, daquilo que de tão incompleto, parecia a suposta completude. Tenho enfim a fome que finda e que em si se refunda, não para me por a procurar além, mas para encontrar-me em mim. Bendita seja esta fome saciada-a-saciar que me apascenta e liberta, que me enaltece e amplia. Encontro enfim a fome de mim mesma, desta de mim mesma que pude vir me fazendo, que tenho sido, que descobri comigo desde que tu me trouxeste contigo.

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Segunda-feira, Abril 26, 2010

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Domingo, Abril 18, 2010



Se é questão de confessar
Não entendo de futebol
E não suporto escuro
Sei que, talvez, acertar
O próximo passo
Seja enfrentar o mundo
Seja te ter nos braços
E para ser mais franca
Também não sei cantar
Muito menos dançar
A verdade é que também
Choro uma vez por tudo
Quando é frio
Sinto-me reduzida
À lágrimas cósmicas
A luminosidade dos embrulhos
Vivos em meu estômago
Mas quando você ri
Me sinto em transe
Em lua, em mimo, em chance
De voar de carona em cometas
Tudo tão simples, tudo tão puro
Como uma expressão
Por isso te presenteio
Com minha cintura
Para quando quiser agarrar
E com meus lábios
Para quando quiser me beijar
E com minha loucura
Para quando quiser se reconhecer

*
Desconheço a autoria

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Domingo, Fevereiro 21, 2010



Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja.

in "Onde estivestes de noite" - 7ª Ed. - Ed. Francisco Alves - Rio de Janeiro – 1994
Clarice Lispector